MONITORAMENTO REMOTO DE BARRAGENS

1 de agosto de 2017

As startups Petrec e Geovoxel residente e graduada da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, desenvolveram uma nova tecnologia integrando a geotecnia e a geofísica para monitoramento remoto e continuo de barragens de forma automatizada. A solução inovadora permite gerenciar os riscos de rompimento e possibilita avaliar o comportamento dinâmico da estrutura ao longo do tempo de forma a reduzir riscos e custos operacionais.

A junção dessas duas ciências auxilia as mineradoras em uma melhor gestão e análise mais precisa e minuciosa da estrutura da barragem, reduzindo o risco de desastres e gastos excessivos por falta de monitoramento adequado. A solução desenvolvida pelas empresas, auxilia à tomada de decisão de maneira rápida e eficaz, através da união entre os dados geofísicos e geotécnicos integrados na plataforma GVX.

Oferecida pela Geovoxel, a plataforma permite realizar o processo de gestão e tomada de decisões de maneira otimizada através de dashboard, mapas interativos e formulários oferecidos em nuvem ou intranet. A PETREC desenvolveu um equipamento e metodologia de aquisição de dados de eletrorresistividade capaz de realizar o monitoramento permanente da barragem, proporcionando uma estimativa da distribuição das propriedades elétricas no interior da estrutura. Os dados geofísicos adquiridos e processados pela PETREC são integrados na plataforma GVX e correlacionados com os dados oriundos da instrumentação geotécnica, possibilitando uma análise mais completa das condições da barragem. Um diferencial da tecnologia oferecida pela GEOVOXEL e PETREC é a automação do processo de monitoramento e análise integrada de dados em tempo real.

As técnicas geofísicas são pouco utilizadas pela indústria mineradora no Brasil, ao contrário de outros países, como por exemplo o Canadá. Entretanto, estes dados geofísicos possibilitam análises da subsuperfície de forma segura e não invasiva, monitorando possíveis percolações e erosões internas o que são grandes causas de problemas na estrutura da barragem.

A atividade de mineração representa 4,1% do Produto Interno Bruto nacional (PIB), sendo um dos grandes setores da economia brasileira. Entretanto, a produção mineral gera resíduos que precisam ser geridos, tratados e armazenados para que produzam o mínimo impacto ambiental. Por outro lado, o rompimento da barragem de rejeitos não é um fenômeno isolado e o acidente de Mariana (MG) expôs os riscos associados ao armazenamento destes resíduos. No Brasil, como no mundo, esse tipo de desastre é consideravelmente reincidente e o número de barragens rompidas nos últimos anos é alarmante. Somente no Estado de Minas Gerais 6 barragens se romperam nos últimos 15 anos, causando impactos econômicos, sociais e ambientais imensurável. Com a tecnologia desenvolvida pelas startups é possível reduzir o risco de desastres como esses.

 

 

 

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