PROSPECTIVIDADE PARA COBRE, CHUMBO E ZINCO NO MATO GROSSO

PROSPECTIVIDADE PARA COBRE, CHUMBO E ZINCO NO MATO GROSSO

Para otimizar a exploração mineral, reduzindo custos e tempo na busca por depósitos e direcionando esforços para áreas com maior potencial, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresenta o Mapa de Prospectividade para Cobre, Chumbo e Zinco – Região de Filadélfia (MT). O estudo identificou seis ocorrências minerais, sendo cinco com indícios de cobre e uma de ouro, contribuindo para um mapeamento mais preciso e estratégico da região.

De acordo com o pesquisador do SGB Luciano Castro da Silva, o local estudado é pouco explorado e não tem muitos dados disponíveis. “Apesar da baixa quantidade de registros, todas essas ocorrências estão localizadas em uma área classificada como de média favorabilidade para depósitos minerais. No entanto, representa apenas 14,8% da região analisada”, informou.

Para integrar os dados, foi utilizada a técnica de sobreposição de múltiplas classes. Nesse método, cada elemento mapeado (vetor) recebe uma pontuação entre 0 e 10, dependendo da relevância para a formação de depósitos minerais. Além disso, cada mapa de evidência recebe um peso de acordo com a confiabilidade das informações utilizadas.

A soma dessas informações gera um mapa prospectivo, onde as áreas com maior concentração de vetores preditivos recebem pontuações mais altas. Os valores são classificados da seguinte forma:

  • 0: representam unidades que não entraram no modelo preditivo;
  • 1: baixa relevância ou alto grau de incerteza;
  • 2: potencial moderado; porém destaca-se pelas ocorrências de cobre mapeadas;
  • 3: representam áreas com maior favorabilidade (alta a muito alta, respectivamente), apesar de não terem ocorrências cadastradas.

O trabalho faz parte da ação Levantamentos Geológicos e Integração Geológica Regional, coordenada pela Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM) do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Esse conjunto de projetos tem como objetivo avançar no conhecimento geológico do país por meio de mapeamento geológico, levantamentos geofísicos, integração de dados e produção de bases geológicas confiáveis. Essas informações são fundamentais para atrair investimentos, orientar a gestão territorial e apoiar pesquisas acadêmicas e o ensino em geociências.

Foto: Divulgação/SGB

 

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