VALE USA GIS PARA MONITORAR FRENTES DE TRABALHO

March 8th, 2017

Profissionais de exploração mineral e estudos ambientais estão acostumados a se deslocar por áreas remotas, muitas vezes sem infraestrutura para o caso de uma emergência médica. Mas na Vale, desde dezembro de 2014, eles contam com o apoio de uma ferramenta de georreferenciamento que tornou muito mais ágil o atendimento em caso de imprevistos de ordem médica, como um acidente, um mal súbito ou uma grave picada de animal. Nos últimos dois anos já foram monitoradas mais de 22 mil frentes de trabalho e foram realizados 52 atendimentos de emergência nos estados de Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul.

A criação da plataforma é parte da estratégia de saúde e segurança da diretoria de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos, que compreende também a instalação um Centro de Controle de Emergências (CCE) em Belo Horizonte, a adoção de protocolos médicos e a implantação de treinamentos práticos em primeiros socorros para todos os empregados atuarem diante de uma emergência.

Antes de sair para realizar qualquer atividade externa, os empregadospreenchem em uma plataforma desenvolvida pela TI da Vale um formulário “online” chamado “plano de saída a campo” com informações como: qual será a atividade desenvolvida, que riscos compreende, quem são os integrantes da equipe e as coordenadas geográficas do local onde ficará sua frente de trabalho. Ao fim do preenchimento, é gerado um número de identificação.
Essa plataforma está integrada ao sistema de georreferenciamento GIS, de uso comum na mineração, mas que pela primeira vez está sendo usado em uma iniciativa de saúde e segurança. O monitoramento das equipes é feito pelo CCE, que conta com um atendente e um despachante especialmente dedicados para a função 24 horas por dia.

Quando ocorre uma emergência, o empregado entra em contato com o CCE, que localiza no GIS, por meio do número de identificação informado, se há uma equipe de empregados ou uma unidade de saúde próxima ao local. A equipe do CCE orienta procedimentos a serem adotados, faz contato com a unidade de saúde para verificar se há condições de atender àquela ocorrência específica e encaminha a vítima. Se for necessário, o despachante entra em contato com equipe de resgate especializada para atendimento.Hoje, o CCE tem controle sobre onde estão todas as frentes de trabalho e se certifica diariamente se elas retornaram.

Ao preencher o plano de saída a campo, o empregado também informa quais são os treinamentos de saúde e segurança que os membros da equipe já fizeram. Assim, o CCE também tem controle sobre quais tipos de ocorrência a equipe consegue resolver por conta própria.

A área vem investindo ainda na implantação de treinamentos. Em dois anos 3.343 empregados já receberam treinamento de primeiros socorros básicos, 1.073 em primeiros socorros avançados e 163 empregados já foram treinados como condutores de veículos em operação de emergência.

“A organização bem sucedida envolve todos em emergência e cria uma cultura onde as pessoas sentem responsabilidade não somente com sua própria vida, mas com a de seus colegas de trabalho, familiares e amigos”, explica o gerente de Saúde e Segurança, Marco Antônio Silva.
Um dos casos atendidos foi o de um empregado terceirizado que estava numa frente de trabalho próximo à mina de Timbopeba (MG). Ele foi atacado por abelhas e sofreu 70 picadas. Seus colegas ligaram para o CCE, que mobilizou o resgate, orientou procedimentos no local e monitorou todo o deslocamento da vítima. O empregado foi atendido pelo corpo de bombeiros no local e transportado para hospital que já o estava aguardando.

O geólogo Raul Valentim também se beneficiou dos treinamentos, mas numa situação bem diferente. Ele ajudou a salvar a vida da filha de dez meses com um procedimento que aprendeu na Vale. ” Acordei de madrugada e encontrei a minha filha desfalecida com os batimentos cardíacos bem fracos. Na mesma hora lembrei dos procedimentos aprendidos no treinamento que havia feito pela Vale, de primeiros socorros avançados que ensinou também noções e socorro a bebês e crianças. Devo tudo a esse treinamento que a Vale me proporcionou no qual pude levar para a minha vida pessoal o
que aprendi na empresa”, diz Valentim.

 

 

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