AMBIENTALISTAS DEFENDEM PROTAGONISMO DO BRASIL NA COP21

AMBIENTALISTAS DEFENDEM PROTAGONISMO DO BRASIL NA COP21

mataatlanticaA Assembleia Legislativa de São Paulo reuniu dia 24 de agosto lideranças políticas e organizações ambientalistas para um encontro preparatório que discutiu contribuições para a participação do Brasil na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 21, que ocorrerá em dezembro, na França. O evento “Florestas e Clima: rumo à COP 21 em Paris” foi uma parceria da Fundação SOS Mata Atlântica com a Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional e a Frente Parlamentar Ambientalista e pelo Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de São Paulo, além das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) e de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados.

No encontro, os participantes apontaram a necessidade de que o governo brasileiro assuma um papel de protagonismo na conferência global. “Este será um dos eventos mais importantes da história, não vão ser debatidos apenas temas relativos ao meio ambiente, mas à economia e às mudanças trazidas pelas alterações climáticas”, explicou o deputado Sarney Filho, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional.

A primeira parte teve a presença de representantes de diferentes biomas brasileiros, que apresentaram uma perspectiva preocupante do impacto das mudanças climáticas sobre ecossistemas já ameaçados.  “A pergunta que faço é: seremos capazes de ser uma sociedade que no futuro poderá dizer que conseguiu proteger nossos recursos naturais e consequentemente o futuro das novas gerações?”, afirmou Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

Na segunda parte da discussão, com a participação de especialistas e representantes da sociedade civil, o foco foi o papel do Brasil na busca pela redução de emissões de gases poluentes e o cenário global. “A discussão em Paris é definir como poderemos atingir o mínimo aceitável de emissões nas próximas décadas”, disse Tasso Azevedo, do Observatório do Clima. “O Brasil conseguiu estabilizar suas emissões nos últimos anos, mas é preciso encontrar um caminho para que possamos de fato contribuir com a redução de emissores globais.”

O diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, afirma que nas próximas semanas será importante mobilizar a sociedade brasileira para a conferência global, ressaltando que os temas em discussão impactam de forma direta a vida de todos. “Esse debate contribui para formar opinião entre o governo e a sociedade, discutindo os principais aspectos das questões ambientais, econômicas e sociais mostrando que os biomas influenciam diretamente no clima e,  com isso, vamos ter uma ferramenta para pressionar o governo e traduzir essas informações para apresentar nas Assembleias Estaduais para mobilização até a data da COP 21.”

 

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